COMO MOTIVAR O ALUNO • Definindo objetivos.

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Sabemos que o processo de aprendizagem é mais fluido e prazeroso quando o aluno está motivado. Porém, hoje em dia, o fácil acesso a inúmeras atividades de divertimento e de aprendizagem desestimula o estudo focado e com objetivos a longo prazo. Por isso, é importante olharmos para o tema “motivação” com bastante atenção.

Abaixo, alguns de nossos professores falam suas opiniões sobre como motivar os alunos definindo objetivos:

Dhieego blog                           • Descobrir os objetivos do aluno.

Dhieego Andrade (Bateria)

 

“Noto que a prática cheia de repetições, típica da bateria, faz com que os alunos não consigam encontrar, de imediato, uma relação entre os exercícios e o universo musical ao seu redor. Por isso, no transcorrer do curso, realizo atividades que associam prática a discussões reflexivas, no intuito de dar significado à bateria. Como conectar a bateria aos demais instrumentos em uma banda? Como a bateria evidencia cada uma das partes que compõem uma música? Como sua prática pode ser diferente de um estilo para outro? Como este instrumento faz parte não só do universo das bandas, mas também dos programas de TV, das trilhas sonoras do cinema, da internet? A busca das respostas pra estas perguntas tem estimulado meus alunos a compreenderem melhor seus objetivos junto à prática musical, além de contribuir também para o desenvolvimento de suas habilidades técnicas como bateristas.”    

 

Destro blog                            • Acompanhar o aluno no caminho ao objetivo.

Pedro Destro (Baixo e Violão)

“Acredito que a coisa mais antiga, reacionária, autoritária que existe é aquele perfil do professor que é o “dono do conhecimento”! Isso é, para mim, intragável e tem que ser combatido através de outras práticas. Mas, a abordagem que joga a responsabilidade de buscar o conhecimento em cima do aluno também não pode gerar a omissão do professor. Muito longe disso! O professor, pra mim, tem que jogar pro aluno descobrir seus caminhos, mas tem que sofrer JUNTO com o aluno, descobrir JUNTO com o aluno. Na prática, conhecer diversos procedimentos e exercícios enriquece e facilita os momentos de construção de rotina de estudos de cada aluno. Ajudá-los e instigá-los a criar seus próprios exercícios e métodos pode ser um bom início para que o aluno descubra seu caminho. Resumindo, ir de encontro a esse perfil de educação autoritária não deve facilitar a vida do professor. Pelo contrário! Acho que deve dificultar, até porque as fórmulas se diluem nas individualidades.”

 

lucas blog                          • Ter objetivos sem perder a flexibilidade.

Lucas Bohn (Piano)

 

“Ainda hoje a capacidade dos professores de música – principalmente dos professores particulares – é medida pela qualidade do repertório dos seus alunos. Desde a primeira aula até os lotados recitais, o aluno mais talentoso (e por consequência o professor mais aclamado) era aquele que apresentava a peça mais ágil. Essa valorização nem sempre justa – afinal de contas o conhecimento em qualquer área vai muito mais longe do que apenas a capacidade técnica – gerou uma tensão na relação aluno/professor.O objetivo da aula passou a ser unicamente adicionar peças cada vez mais difíceis a um repertório esquizofrênico. A consequência desse desbalanço é a inflexibilidade das aulas de música, a partir do momento em que elas passaram a ter como objetivo não o conhecimento musical, mas sim a constante adição ao repertório. É claro que o repertório é importante, mas mais importante do que ele são os objetivos e os caminhos que professor e aluno estabelecem entre si. Mais importante que saber tocar uma música desafiadora é saber reconhecer o desafio e os meios de alcançá-lo.”

 

Tamya blog                           • Satisfação na realização do objetivo.

Tamya Moreira (Piano e musicalização)

“Apesar de ser algo pessoal, posso dizer que há consenso entre meus alunos em relação à motivação para compartilhar o que aprenderam. Seja com a participação em Sarau ou com a gravação de um disco, a ideia de mostrar aos outros o que fazemos nas aulas gera satisfação. Trabalhando com crianças e adolescentes, percebi que esta satisfação é ainda maior quando eles fazem parte de todo o processo, desde a escolha do repertório – o que acontece com antecedência e impulsiona os estudos –, passando pela composição de peças próprias e arranjos, até os detalhes da apresentação, seja no palco ou em material gráfico e de áudio. Isto ainda torna possível a auto-avaliação e alimenta novos projetos.”

 

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